Parestesia: alguns sinais que demonstram se o “formigamento” é por compressão ou por alteração metabólica!

Parestesia por causas compressivas nervosas

Imagine um fio elétrico sendo apertado ou espremido. É mais ou menos isso que acontece com um nervo quando a parestesia tem origem compressiva. A compressão impede que o sinal elétrico passe livremente pelo nervo, causando a sensação alterada.

  • Como acontece? Geralmente, algo físico está “apertando” o nervo. Isso pode ser:
    • Hérnia de disco: Quando o disco entre as vértebras se projeta e pressiona uma raiz nervosa na coluna.
    • Síndrome do túnel do carpo: Um nervo no punho (nervo mediano) fica comprimido devido à inflamação de tendões ou inchaço.
    • Cisto ou tumor: Em casos mais raros, uma massa pode crescer e comprimir o nervo.
    • Postura prolongada: Ficar muito tempo em uma posição que comprime um nervo (como sentar-se sobre uma perna, dormindo com o braço em uma posição inadequada).
  • Onde geralmente aparece? A parestesia compressiva tende a ser mais localizada, seguindo o trajeto do nervo afetado. Por exemplo, se for na coluna cervical, pode irradiar para um braço e mão específicos. No caso do túnel do carpo, afeta dedão, indicador, médio e parte do anelar.
  • Sintomas adicionais: Muitas vezes, a parestesia vem acompanhada de dor no local da compressão, fraqueza muscular na área inervada pelo nervo e, em casos mais graves, perda de sensibilidade.
  • Melhora/Piora: A mudança de posição geralmente alivia ou piora a parestesia compressiva.

Parestesia por causas metabólicas (como o déficit de Vitamina B12)

Aqui, o problema não é o “aperto” no nervo, mas sim uma “falha” na forma como o nervo funciona, muitas vezes devido à falta de nutrientes essenciais ou a desequilíbrios químicos no corpo. O nervo em si não está sendo comprimido, mas sua capacidade de transmitir sinais está comprometida.

  • Como acontece? O nervo precisa de nutrientes para funcionar corretamente. Quando há uma deficiência, como a de vitamina B12, a capa protetora dos nervos (mielina) pode ser danificada, ou a própria saúde do nervo é comprometida. Outras causas metabólicas incluem:
    • Diabetes: O açúcar elevado no sangue (glicose) pode danificar os nervos ao longo do tempo (neuropatia diabética).
    • Doenças renais ou hepáticas: Acúmulo de toxinas que afetam os nervos.
    • Deficiências nutricionais: Além da B12, falta de outras vitaminas (como B1, B6, E) ou excesso de B6 (raro).
    • Uso de álcool: Pode causar danos nervosos.
  • Onde geralmente aparece? A parestesia metabólica tende a ser mais difusa, afetando geralmente os pés e as mãos (começando nas extremidades e progredindo para cima), em um padrão que chamamos de “meia e luva”.
  • Sintomas adicionais: Pode haver uma sensação de desequilíbrio, fraqueza generalizada (não restrita a um nervo específico), e no caso de deficiência de B12, fadiga extrema, palidez, problemas de memória e até alterações de humor.
  • Melhora/Piora: Geralmente não há relação direta com a posição. A melhora está ligada à correção do desequilíbrio metabólico, como a suplementação de vitamina B12.

Tratamento Osteopático

No contexto das parestesias, o osteopata pode atuar de diferentes formas, dependendo da causa:

  • Para parestesias compressivas nervosas:
    • Liberação de estruturas: Através de técnicas manuais suaves ou mais diretas, o osteopata pode trabalhar para liberar a pressão sobre o nervo. Isso pode envolver a mobilização de articulações (como as da coluna vertebral ou do punho), o relaxamento de músculos tensos que estão comprimindo o nervo, ou a liberação de aderências no tecido fascial.
    • Melhora da mobilidade: Restaurar o movimento normal das articulações e tecidos adjacentes ao nervo afetado é fundamental para reduzir a irritação e permitir que o nervo funcione sem restrições.
    • Correção postural: O osteopata pode identificar e auxiliar na correção de padrões posturais que contribuem para a compressão nervosa, orientando o paciente sobre ergonomia e exercícios específicos.
    • Otimização da circulação: Técnicas osteopáticas podem melhorar o fluxo sanguíneo e linfático para a área afetada, o que é vital para a saúde do nervo e para a remoção de substâncias inflamatórias.
  • Para parestesias de causas metabólicas:
    • Embora a Osteopatia não trate diretamente a deficiência de vitamina B12 ou o diabetes, ela pode ser um tratamento complementar valioso.
    • Otimização da função corporal: Ao melhorar a mobilidade geral, a circulação e a função dos sistemas do corpo, a Osteopatia pode ajudar o organismo a responder melhor aos tratamentos médicos para a causa metabólica. Por exemplo, uma boa circulação pode auxiliar na entrega de nutrientes essenciais aos nervos.
    • Redução de sintomas secundários: A parestesia metabólica pode levar a tensões musculares e disfunções articulares compensatórias. O osteopata pode tratar essas disfunções secundárias, aliviando dores e melhorando o conforto do paciente.
    • Suporte ao sistema nervoso: Ao otimizar a mecânica do corpo, o osteopata pode indiretamente apoiar a função do sistema nervoso, criando um ambiente mais favorável para a recuperação e o bem-estar geral.

Importante: O osteopata procurará trabalhar em conjunto com outros profissionais de saúde para garantir o melhor cuidado para o paciente.

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