Dor lombar e disfunções do sacro: causas, sintomas e tratamento osteopático

A dor lombar é uma das queixas mais comuns na prática clínica, afetando uma parcela significativa da população em algum momento da vida. Dentre as possíveis causas, destaca-se a disfunção do sacro, uma condição frequentemente negligenciada, mas que pode estar diretamente relacionada à dor lombossacral e à limitação funcional.

O que é o Sacro?

O sacro é um osso triangular localizado na base da coluna vertebral, articulando-se com a última vértebra lombar (L5) e com os dois ossos ilíacos, formando a articulação sacroilíaca. Essa região é fundamental na transmissão de cargas entre a coluna e os membros inferiores, além de desempenhar papel importante na estabilidade postural.

Causas da Disfunção do Sacro

A disfunção sacral ocorre quando há uma alteração na mobilidade ou na posição do sacro em relação aos ilíacos. Isso pode ser provocado por diversos fatores, como:

  • Traumas (quedas, acidentes ou impactos diretos);
  • Alterações posturais crônicas;
  • Gravidez e parto, que alteram a mecânica pélvica;
  • Esforço físico repentino, sem o devido preparo para o gesto;
  • Alterações viscerais crônicas, principalmente as relacionadas às cicatrizes e fibroses;
  • Compensações biomecânicas secundárias a disfunções em outras partes do corpo (como membros inferiores ou coluna lombar).

Sinais e Sintomas

Os principais sinais e sintomas associados à disfunção do sacro incluem:

  • Dor lombar baixa, geralmente unilateral;
  • Irradiação da dor para glúteos ou parte posterior da coxa (sem atingir o pé, como nas ciatalgias);
  • Sensação de rigidez na região lombossacra;
  • Dificuldade para permanecer sentado por longos períodos;
  • Desconforto ao levantar da posição sentada ou ao deitar-se;
  • Assimetria postural visível, como inclinação pélvica ou diferença no comprimento aparente dos membros inferiores.

Consequências da Disfunção Não Tratada

Quando não tratada adequadamente, a disfunção do sacro pode levar a:

  • Agravamento da dor crônica;
  • Limitação funcional progressiva;
  • Alterações compensatórias em outras articulações (joelhos, quadris, coluna torácica e cervical);
  • Impacto negativo na qualidade de vida, sono e atividades da vida diária;
  • Potencial cronificação da dor com alterações do sistema nervoso central (sensibilização central).

Tratamento Osteopático

O tratamento osteopático pode ser muito eficiente, uma vez que procurar analisar a relação dos diversos tecidos com a região sacral, inclusive os aspectos biopsicossociais, e utilizar técnicas para cada tecido em disfunção que esteja interferindo na mobilidade do sacro. Em muitos casos, a mobilidade pode melhorar no primeiro atendimento, mas o quadro de dor pode permanecer, de forma residual. É preciso continuar o tratamento para que haja um resultado ainda melhor. Alguns pacientes com disfunção sacral, com o alívio dos sintomas após o primeiro atendimento, não retornam ao tratamento, achando que o problema está resolvido. Lembrem-se sempre que, principalmente nos casos crônicos, o corpo gera adaptações que precisam ser revisadas e tratadas em algumas sessões, não apenas em uma única. Os principais objetivos do tratamento osteopático são:

  • Avaliar e corrigir alterações na mobilidade da articulação sacroilíaca;
  • Reequilibrar as tensões miofasciais associadas;
  • Melhorar a biomecânica global da pelve e da coluna;
  • Estimular os mecanismos de autorregulação do organismo.

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